terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Poema de um suicidio alucinado

Acalma-te coração
Realizei o teu desejo
Beijei seu anjo
Que te deixou em desespero
Agora realiza tua parte do trato
E realiza meu desejo
Enfia esta faca em seu corpo
E acaba com meu desespero
Toda minha vida obedeci teu comando
Nunca reclamei, andava em prantos
Até quando me deixava triste
Não te culpei, segurei-o em meu peito
Nunca te pedi nada
Só fiz o que mandava
Mas agora me dá teu pagamento
Acaba com minha dor e meu sofrimento
E deixe-me enfiar esta faca em meu peito
Acaba com minha solidão
Como meu último desejo
(enfia a faca no coração)
Agora sei quem realmente sou
Não um anjo, mas não um demônio
Não um humano, mas não um espírito
Sou simplesmente um escritor apaixonado
Com uma faca em seu peito atordoado
Sou uma alma que já se esvai
Sou uma faca que corta a selva
Sou um poeta que expressa seus sentimentos
Sou um poeta, sou uma faca, sou uma alma
Sou tudo isso e mais um pouco
Sou um pouco menos que tudo isso
Enquanto o sangue se esvai de meu peito
Morro aqui e agora em completo desalento

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